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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meu casamento: e a festa (?)


Já falei em alguns posts sobre meu casamento. E cá estou eu de novo.  ^^



Sempre pensei em quando noivasse já noivaria com data, porque a finalidade do noivado é ser o tempo de preparação para o casamento. Mas assim que noivamos ainda tínhamos algumas incertezas ligadas a questões financeiras. Passados alguns meses, fomos percebendo que a nossa decisão de casar tinha que estar ligada a uma resolução pessoal e espiritual e não financeira. E confiantes na Providência marcamos a data.

Namorávamos há quase quatro anos e estávamos noivos há quase um. Então em janeiro deste anos marcamos a data para outubro. Já tínhamos uma pequena economia própria e que ao noivarmos empenhamo-nos mais em aumentá-la para poder montar a casa e fazer o casamento.

Todos os meses ao invés de sairmos para algum lugar ou comprarmos alguma coisas que queríamos, mas que não era essencial, comprávamos algo para a nossa futura casa; e assim fomos fazendo nosso enxoval.

Infelizmente, não contamos com o apoio de muitas pessoas, especialmente assim que tomamos nossa decisão [atualmente, ou porque aceitaram ou porque não tem mais jeito nossa família encara bem (rs)]. Então era com o nosso pouco e suado dinheiro que teríamos que fazer tudo!

Nós temos duas grandes prioridades em relação ao nosso casamento: casar na igreja e montar nossa casa.
Festa, lua-de-mel, bem-casado, fotos... Tudo seria secundário.

Quando se começa a pesquisar valores, você cai para trás. No mundo dos casamentos tudo é muito glamouroso e caro! Se você diz que vai casar na igreja então!? Só pode ser rica! Porque pobre casa no civil e olhe lá! Porque deveria mesmo era só "se juntar".

É cômico e trágico.

Depois de falar com o padre, reservar a igreja e providenciar o meu vestido e o terno do noivo fomos pensar na nossa casa. Vimos o que seria o mínimo para ter numa casa e o que sobrasse seria para incrementar o casamento.

Pois é, mas aí não sobrou muita coisa.

Foi difícil eu aceitar o fato de que simplesmente eu não podia ter uma festa. Nem mesmo uma pequenininha, simplesinha.
Aperta aqui e ali, e mais um pouco e... será que vai dar? Não, não vai.

O único serviço que contratamos foi a decoração da igreja, e essa ainda assim bem simples. A decoradora foi um amor e super compreensiva [eu indico muito: Kiart Flores], fechamos com ela.

Quanto aos convites, eu criei o convite no [word mesmo], compramos folhas vergé (uma folha tamanho A4 só que mais durinha) e envelopes; achamos na internet sinetes e cera, para fechar o envelope com um selo estilo medieval. Chique, né? Mas por ter sido nós mesmos que fizemos saiu por menos da metade do preço do que se tivéssemos encomendado.
O mesmo fizemos com o missal (mais conhecida como folhinha da Missa): fizemos no Word, imprimimos e tiramos xérox, montamos nós mesmos em formato de livrinho.

Foi aqui que a Providência agiu no meu casamento. Minha avó pagou um bolo e deu mais um dinheiro para ajudar a comprar a bebida (e nós inteiramos o restante). 
ÊBA! Vai ter bolo! ^^
E minha sogra pagou o fotografo. =]

O bolo com espumante será servido no salão da igreja, e o padre não cobrou nada a mais pelo uso do salão. A moça da decoração cobrou apenas uma taxinha pequena para também decorar a mesa do bolo e o salão.



Depois que tudo se encaminhou, depois de muita angústia e lágrimas, depois de tanto aperto, olho com muito carinho para como será o meu casamento.
Às vezes somos tentados a pensar que Deus só age na nossa vida quando acontece um grande milagre, mas vejo muito a mão de Deus em tudo que aconteceu.
Meu casamento não terá festa, mas será na igreja - como queria tanto. Terá o bolo com espumante para ser um momento para conversarmos com nossos convidados e prolongar mais um pouquinho esse momento tão especial.
Claro que gostaria de dar um big almoço que se extendesse por toda a tarde para os meus convidados, mas vejo que esse é um casamento mais coerente e simples. E onde há simplicidade o que é realmente importante pode se destacar.




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