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domingo, 13 de julho de 2014

Os católicos e o futebol





A copa no Brasil acabou. Copa essa que despestou sentimentos fortes extremos em muitos brasileiros.E um católico embora não seja do mundo está no mundo, sendo afetado por tudo que compõe a nossa realidade.

Vi um excelênte texto do Papa emérito Bento XVI sobre o futebol que nos permite uma boa e propícia reflexão. Abaixo coloco um trecho que gostei bastante e o link para o texto completo.

O jogo vai muito além da vida cotidiana. Mas, sobretudo nas crianças, tem também o caráter de um exercício para a vida. Ele simboliza a própria vida, e a antecipa, por assim dizer, de um modo livremente estruturado. Parece-me que o fascínio pelo futebol está essencialmente no fato de que ele conecta esses dois aspectos de uma forma muito convincente. (...) Claro que tudo isso pode ser contaminado por um espírito comercial, submetido à seriedade sombria do dinheiro, que converte o jogo em uma  indústria e cria um mundo fictício de proporções assustadoras.
Talvez ao refletirmos sobre essas coisas, poderemos novamente aprender com o jogo uma lição de vida, porque nele está evidente algo fundamental: o homem não vive só de pão, o mundo do pão é apenas o prelúdio da verdadeira humanidade no mundo da liberdade. A liberdade por sua vez se nutre da regra, da disciplina, que ensina a harmonia e a rivalidade leal, a independência do sucesso exterior e da arbitrariedade, e torna-se assim realmente livre. O jogo, uma vida. Se formos mais fundo, o fenômeno de um mundo apaixonado por futebol pode nos dar muito mais do que só um pouco de diversão.

Fonte: Frates in unum


domingo, 12 de janeiro de 2014

Batismo do Senhor

No dia 13 de janeiro a Igreja celebra o Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo; que é também um dos momentos em que a santíssima Trindade se manifesta nas três pessoas distintas.

Abaixo, trecho de uma homilia do papa emérito Bento XVI.




Com a festa do Batismo de Jesus continua o ciclo das manifestações do Senhor, que começou no Natal com o nascimento do Verbo encarnado em Belém, contemplado por Maria, José e os pastores na humildade do presépio, e que teve uma etapa importante na Epifania, quando o Messias, através dos Magos, se manifestou a todas as nações. Hoje Jesus revela-se, nas margens do Jordão, a João e ao povo de Israel. É a primeira ocasião em que ele, como homem maduro, entra no cenário público, depois de ter deixado Nazaré. Encontramo-lo junto do Baptista, que é procurado por um grande número de pessoas, num cenário insólito. No trecho evangélico, há pouco proclamado, São Lucas observa antes de tudo que o povo "esperava" (3, 15). Assim, ele ressalta a expectativa de Israel, capta, naquelas pessoas que tinham deixado as suas casas e os compromissos habituais, o desejo profundo de um mundo diverso e de palavras novas, que parecem encontrar uma resposta precisamente nas palavras severas, empenhativas, mas cheias de esperança do Precursor. O seu é um batismo de penitência, um sinal que convida à conversão, a mudar de vida, porque aproxima Aquele que "baptizará no Espírito Santo e no fogo" (3, 16). De facto, não se pode aspirar por um mundo novo permanecendo imersos no egoísmo e nos costumes ligados ao pecado. Também Jesus abandona a casa e as ocupações habituais para alcançar o Jordão. Chega ao meio da multidão que está a ouvir o Baptista e põe-se na fila como todos, à espera de ser baptizado. João, logo que o vê aproximar-se, intui que naquele Homem há algo único, que é o misterioso Outro que esperava e para o qual estava orientada toda a sua vida. Compreende que se encontra diante de Alguém maior que ele e que não é digno nem sequer de lhe desatar a correia das sandálias.


Junto do Jordão, Jesus manifesta-se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos com os quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a humilhação terrível da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz.


Recolhido em oração, depois do baptismo, enquanto sai da água, abrem-se os céus. É o momento esperado por multidões de profetas. "Se rasgásseis os céus e descêsseis!", tinha invocado Isaías (64, 1). Neste momento, parecia sugerir São Lucas, este pedido é satisfeito. De facto, "o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu" (3, 21-22); ouviram-se palavras nunca antes pronunciadas: "Tu és o Meu Filho muito amado; em Ti pus todo o Meu enlevo" (v. 22). Jesus, saindo das águas, como afirma São Gregório de Nazianzo, "vê o céu abrir-se e separar-se, aquele céu que Adão tinha fechado para si e para toda a sua descendência" (Discurso 39 para o Batismo do Senhor, pg 36). O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem entre os homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se são os anjos que levam aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador, e as estrelas aos Magos vindos do Oriente, agora é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença no mundo do seu Filho e que convida a olhar para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.





Fonte: Homilia do Papa Bento XVI em 10 de janeiro de 2010.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia do idoso [1º de outubro]

Hoje é dia do idoso. Bom e o que nós (jovens) temos com isso? Tudo! Primeiro porque certamente temos idosos em nossas famílias; também porque provavelmente todos queremos viver muitos anos, e isso, inevitavelmente fará de os idosos (é o preço a se pagar); e sobre tudo, o fato de que essa parcela da população, parte de nossas famílias, essas pessoas tem tanto a nos ensinar!

Os idosos são verdadeiros tesouros de História e sabedoria.





Em 12/11/2012, o então Papa Bento XVI fez uma visita a Casa-família da Comunidade de Santo Egídio, e proferiu um breve discurso, do qual extrai os trechos abaixo (para ver o discurso na integra clique aqui).


Venho entre os senhores como Bispo de Roma, mas também como ancião em visita aos seus pares. Conheço bem as dificuldades, os problemas e os limites desta idade, e sei que estas dificuldades, para muitos, são agravadas pela crise econômica. Por vezes, a uma certa idade, acontece de voltar-se ao passado, lamentando quando se era jovem, apreciava-se uma energia nova, fazia-se projetos para o futuro. Assim o olhar, às vezes, é velado com tristeza, considerando esta fase da vida como o tempo do por do sol. Esta manhã, dirigindo-me idealmente a todos os anciãos, embora na consciência das dificuldades que a nossa idade comporta, gostaria de dizer-vos com profunda convicção: é belo ser idoso! Cada idade precisa saber descobrir a presença e a benção do Senhor e as riquezas que essa contém. Não precisa nunca aprisionar-se na tristeza! Recebemos o dom de uma vida longa. Viver é belo também na nossa idade, apesar de alguma “doença” ou de alguma limitação. Na nossa face há sempre a alegria de sentir-nos amados por Deus, nunca a tristeza. 

Não pode haver verdadeiro crescimento humano e educação sem um contato fecundo com os idosos, porque sua própria existência é como um livro aberto no qual as jovens gerações podem encontrar preciosas orientações para o caminho da vida. 

Queridos amigos, na nossa idade fazermos a própria experiência da necessidade de ajuda dos outros; e isto vem também para o Papa. [...] Gostaria de convidá-los a ver também nisso um dom do Senhor, porque é uma graça ser apoiado e acompanhado, sentir o afeto dos outros! Isto é importante em cada fase da vida: ninguém pode viver sozinho e sem ajuda; o ser humano é relacional. E nesta casa vejo, com prazer, que quantos ajudam e quantos são ajudados formam uma única família, que tem como seiva vital o amor. 

Caros irmãs e irmãos anciãos, às vezes os dias parecem longos e vazios, com dificuldade, poucos compromissos e reuniões; não desanimem nunca: vocês são uma riqueza para a sociedade, também no sofrimento e na doença. E esta fase da vida é um dom também para aprofundar a relação com Deus. [...] A oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o, talvez, de modo mais incisivo que a labuta de muitos. [...] O Papa vos ama e conta com todos vocês! Sintam-se amados por Deus e saibam levar nesta nossa sociedade, muitas vezes tão individualista e tecnicista, um raio do amor de Deus.


Lindas palavras, não?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013