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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Rainha Santa Isabel

Hoje a Igreja celebra na sua liturgia Santa Isabel de Aragão, Rainha consorte de Portugal de 1282 a 1325.





Isabel de Aragão: a rainha santa

Santa Isabel casou-se com Dom Dinis I em 1282, e tiveram dois filhos: Constança (nascida 1290) e Dom Afonso IV (nascido em 1291). Durante toda a sua vida era conhecida pela grande piedade e vida de oração. Ficando viúva vestiu o hábito das Clarissas, mas não fez os votos, mantendo-se na sua posição nobre. Morreu em 04 de julho de 1336, devido a peste. Fez o pedido expresso em seu testamento de ser sepultada no Mosteiro santa Clara-a-Velha. 

O milagre mais famoso de Santa Isabel é o Milagre das rosas:
levava uma vez a Rainha santa moedas no regaço para dar aos pobres durante o inverno (...) Encontrando-a el-Rei lhe perguntou o que levava,(...) ela disse, levo aqui rosas. E rosas viu el-Rei não sendo tempo delas.
 — Crónica dos Frades Menores, Frei Marcos de Lisboa, 1562












E há a variação da narrativa desse milagre sendo ao invés de moedas pães.


domingo, 16 de junho de 2013

Alice: Um pouquinho de mim



Acho que a melhor forma de conhecer alguém não é lendo aquelas descrições breves - e bregas - sobre a pessoa com as informações de praxe: livros, filmes, músicas, cor, lugar...

Alguém só se conhece convivendo. Nem que seja via uma tela de computador.

Então ao invés de fazer uma lista dos meus interesses (nem sei se seria capaz de tamanha proeza) vou fazer uma série de post sobre coisas que gosto.

Vou começar pela mais óbvia: Alice in the Wonderland.
Quem me conhece sabe que amo; quem acessou o blog deduziu pela foto no perfil.

Eu conheci a história quando era bem pequena através da animação da Walt Disney. Eu tinha uma coleção de fitas de animação (sim, eu sou desse tempo) e ganhei esta no meu aniversário de 9 ou 10 anos. Assisti tantas vezes que sou capaz de dizer qualquer fala daquele filme. Um amigo meu tinha o livro de Alice no País do Espelho e me emprestou, li de um fôlego só. Um tempo depois (já na adolescência) tive a oportunidade de comprar o livro de uma edição especial [Alice - Edição comentada. Lewis Carroll. Editor: Jorge Zahar. Ilustrações originais de Jonh Tenniel. Introdução e notas de Martiin Gardner ]. E eis-me aqui.

Um pouco do autor

O autor é Chales Lutwidge Dodgson, mas se tornou conhecido pelo pseudônimo com que assinava seus escritos - Lewis Carroll. Nasceu em Daresbury (Inglaterra), no dia 27 de janeiro de 1832.
Era professor de matemática em Christ College em Oxford; e também romancista e poeta, tendo escrito no estilo nosense [nosense é um estilo geralmente com caráter humorístico que à principio parece apresentar um história sem sentido, mas que, na verdade, pode se perceber um excesso de sentido, com várias interpretações possíveis para a obra].
Com o passar dos anos sua saúde foi se deteriorando e morreu em 14 de janeiro de 1898 devido a uma pneumonia.

Um pouco de história da estória


Há dois livros: Alice no País das Maravilhas (Alice in the Wonderland) e Alice Através do Espelho (Alice in through the glass). Os livros foram escritos para Alice Liddell, e desde o início foram um sucesso.

O primeiro filme da história foi Alice in the Wonderland em 1903, dirigido por Cecil Hepworth. O primeiro desenho animado, Betty in Blunderland em 1933, dirigido por Dave Fleischer, animado por Roland Crandall e Thomas Jonhson.



Eu e Alice


Desde criança e até hoje sinto que tenho muito em comum com essa personagem. De modo que rendeu-me entre os meus amigos o apelido de Tainálice. Eu gostei, mas não pegou (vai ver que foi por isso mesmo).
Sem mais delongas, com a palavra - Alice:





"Vamos, não adianta nada chorar assim!" disse Alice para si mesma, num tom um tanto áspero, "eu a aconselho a parar já!" Em geral dava conselhos muito bons para si mesma (embora raramente os seguisse), repreendendo-se de vez em quando tão severamente que ficava co lágrimas nos olhos; certa vez teve a ideia de esbofetear as próprias orelhas por ter trapaceado num jogo de croqué que estava jogando contra si mesma, pois essa curiosa criança gostava muito de fingir ser duas pessoas. "Mas agora", pensou a pobre Alice, "não adianta nada fingir ser duas pessoas!" Ora, mal sobra alguma coisa de mim para fazer uma pessoa apresentável!"




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo Antônio

Hoje, 13 de junho é o dia litúrgico de Santo Antônio, e durante  muito tempo tive uma antipatia por Santo Antônio devido as famigeradas simpatias para conseguir marido. Mas, um dia decidi conhecê-lo um pouco melhor, ao invés de julgá-lo pela superstição dos outros.



Infelizmente por hodiernamente ter sua imagem cerda de folclore pouco se conhece desse grande santo, que foi beatificado pouco tempo depois da sua morte ( 13 de junho de 1231) e proclamado Doutor da Igreja em 1946.

Santo Antônio é conhecido no Brasil como Santo Antônio de Pádua (por causa da cidade italiana de Padova, onde vivia quando se tornou mais conhecido), mas na verdade ele é de Lisboa.

Por quê a confusão?
Português, nascido e criado em Portugal, viveu também na França e Itália, passando por várias cidades; tendo suas atividades de maior destaque na cidade de Padova, onde ficou até falecer – eis aí a confusão. Mas ele é mesmo Santo Antônio de Lisboa, que foi a cidade de onde ele veio.

O santo viveu entre o séc. XII e XIII. Teólogo, místico, asceta. Foi um grande orador, suas pregações comovia as multidões e os clérigos mais doutos. Grande intelectual, de cultura invulgar lecionou em universidades.

Primeiramente foi frade agostiniano, e em 1221 entrou para a Ordem Geral de Assis a pedido do próprio São Francisco.

Já em vida realizou grandes milagres. Um deles foi quando em disputa com um herege albigense sobre a presença real de Deus vivo na Eucaristia, foi desafiado pelo o herege que alegou que uma mula que tivesse passado três dias de fome não deixaria de comer ração de aveia para adorar a Hóstia. Assim foi feito, e a mula faminta ao ser liberta do seu curral desviou-se e se ajoelhou diante da Hóstia que Santo Antônio a apresentava.

Outro milagre digno de nota foi quando em um consistório, diante do Papa Gregório IX, vários cardeais e clérigos, discorrendo sobre questões dicadas da alta teologia, cada um teria ouvido a pregação em sua língua materna. Esse milagre casou grande assombro, mesmo no Santo Pontífice, que viram aí um novo Pentecostes. 



Depois que o conheci melhor admirei-o muito. Espero que este post tenha ajudado a vocês a também conhecê-lo  melhor e a também venerá-lo. Então, vamos aproveitar este ano, e a partir dele, para honrarmos este grande santo como bons católicos - rezando - e não fazendo simpatias!