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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Rainha Santa Isabel

Hoje a Igreja celebra na sua liturgia Santa Isabel de Aragão, Rainha consorte de Portugal de 1282 a 1325.





Isabel de Aragão: a rainha santa

Santa Isabel casou-se com Dom Dinis I em 1282, e tiveram dois filhos: Constança (nascida 1290) e Dom Afonso IV (nascido em 1291). Durante toda a sua vida era conhecida pela grande piedade e vida de oração. Ficando viúva vestiu o hábito das Clarissas, mas não fez os votos, mantendo-se na sua posição nobre. Morreu em 04 de julho de 1336, devido a peste. Fez o pedido expresso em seu testamento de ser sepultada no Mosteiro santa Clara-a-Velha. 

O milagre mais famoso de Santa Isabel é o Milagre das rosas:
levava uma vez a Rainha santa moedas no regaço para dar aos pobres durante o inverno (...) Encontrando-a el-Rei lhe perguntou o que levava,(...) ela disse, levo aqui rosas. E rosas viu el-Rei não sendo tempo delas.
 — Crónica dos Frades Menores, Frei Marcos de Lisboa, 1562












E há a variação da narrativa desse milagre sendo ao invés de moedas pães.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

O pecado da fofoca

Abaixo um excelente texto de autoria de Dom Fernando Arêas Rifan, cujos grifos são meus.





São Tiago apóstolo nos adverte: “Se alguém julga ser religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo: a sua religiosidade é vazia... Todos nós tropeçamos em muitas coisas. Aquele que não peca no uso da língua é um homem perfeito” (Tg 1, 26; 3, 2).

Na audiência geral de 22 de maio último, na qual estive presente, Sua Santidade o Papa Francisco ensinou que em Babel tiveram início a dispersão e a confusão das línguas, fruto da soberba e orgulho do homem; o efeito, porém, da obra do Espírito Santo é a unidade e a comunhão: “Em Pentecostes, estas divisões são superadas. Já não há orgulho em relação a Deus, nem fechamento de uns aos outros, mas abertura a Deus, saída para anunciar a sua Palavra: uma língua nova, do amor, que o Espírito Santo derrama nos corações (cf.Rm 5, 5)... A língua do Espírito, do Evangelho, é a língua da comunhão, que convida a superar fechamentos e indiferenças, divisões e oposições. Cada um deve se perguntar: como me deixo guiar pelo Espírito Santo, de modo que a minha vida e o meu testemunho de fé seja de unidade e comunhão? Levo a palavra de reconciliação e amor, que é o Evangelho, aos ambientes onde vivo? Às vezes parece repetir-se hoje o que aconteceu em Babel: divisões, incapacidade de compreensão, rivalidades, inveja e egoísmo. Que faço na minha vida? Crio unidade ao meu redor? Ou divido com mexericos, críticas e inveja. O que faço?”.

É uma preocupação recorrente na pregação do nosso Papa, desde os tempos de Cardeal: o vício de acusar, apontar e condenar com a língua, grande fator de divisão. Em espanhol, é cotillear; em bom português, fofocar. Ele citava Santo Agostinho: “Há homens de juízo temerário, detratores, maldizentes, murmuradores, suspeitosos do que não veem, procurando acusar do que nem mesmo suspeitam” (Sermão 47). E continuava: “O falatório nos leva a nos concentramos nas faltas e defeitos dos outros; desta maneira, acreditamos nos sentir melhores. A oração do publicano no Templo ilustra essa realidade (Lc 18, 11-12), e Jesus já nos havia advertido sobre ver o cisco no olho do outro, ignorando a trave em nosso próprio”.

“Falar mal dos outros é um mal para a Igreja toda, pois não fica ali, no mero comentário, passa para a agressão (pelo menos no coração). Santo Agostinho chama o murmurador de ‘homem sem remédio’: ‘os homens sem remédio são aqueles que deixam de cuidar de seus próprios pecados para reparar nos dos outros. Não buscam o que se há de corrigir, e sim o que podem criticar. E, ao não poder escusar a si mesmos, estão sempre dispostos a acusar os outros’ (Sermão 19)”.

Não é raro encontrar nas comunidades grupos que lutam para impor a hegemonia de seu pensamento e de sua preferência. Isso costuma acontecer quando a caritativa abertura ao próximo é suprida por ideias de cada um. Já não se defende o todo da família, e sim a parte que me toca. Já não se adere à unidade que vai configurando o corpo de Cristo, e sim ao conflito que divide, parcializa, debilita...” (Jorge Mario Bergoglio, S.J., Sobre a acusação de si mesmo).


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Casamento Católico: falando um pouquinho do meu casamento

Eu, como noiva católica, procurei pensar em cada coisa do meu casamento tendo em vista três coisas: o que há de melhor no mercado, o que eu posso consumir de acordo com as minhas finanças, e o que convém a um católico ou o que agradaria mais a Deus. 



Quando comecei a entrar no "mundo do casamento" vi que há muito luxo e ostentação. Eu não tenho nada contra o luxo, pelo contrário gosto bastante, mesmo não possuindo muito dinheiro. O que me incomoda é esse modo de sufocar as noivas com uma lista extensa de "tem que ter", e consumir fotografo fulano, recepção tal e qual, festa para n convidados, lua de mel em não sei aonde e por aí vai.
Cada um tem o casamente que quer e pode! É meio surreal um cara que ganha salário mínimo bater o pé que quer ter um Mercedes. Porque que eu tenho que ter um casamento totalmente fora do meu padrão de vida?

A sensação que tenho é que o sentido espiritual do casamento foi totalmente esvaziado, e para preencher esse buraco colocaram um monte de burocracia (casamento civil) e um montão de produtos (casamento "religioso").

Sempre quis casar de manhã. O dia me passa uma ideia de luz, calor, energia, muita coisa pela frente... além de que, como sei que vou morrer de ansiedade, não queria passar o dia esperando para casar. rs ^^

Depois que comecei a procurar informações sobre casamento descobri que casamento pela manhã é bem mais em conta. Para mim foi perfeito! Mas tive que escutar "seu casamento é de manhã? Aff... Ah, mas é porque você não tá com muito dinheiro para festa, né?". No começo eu perdia meu tempo explicando, agora só respondo "é!".

Meu noivo Luís definitivamente não faz o estilo 'amo festa', então desde sempre pensamos em fazer algo pequeno. Até mesmo para mim que amo gente, conversar, festa, dançar, essas "big produções casamentísticas" se tornam um pouco assustadoras. Se estivéssemos com dinheiro  sobrando (porque temos que montar nossa casinha) faríamos uma almoço para todos; como não estamos, vai ser bolo com espumante mesmo! ^^
Ouvi de algumas pessoas (e eu mesma me questionei a respeito) que era até falta de educação fazer isso. Porque como o casamento é de manhã os convidados iriam ficar com fome. Foi um dos momentos mais difíceis. Fazia mil e uma contas, apertava daqui e dali; mas enfim me conformei que não ía dar certo. Depois de muito chorar e rezar, percebi - ou Nossa Senhora me fez ver - que casamento não é feito de comida! Parece óbvio, mas não é. Ninguém pergunta se você está preparada para perdoar seu futuro marido quando ele errar, ou para pedir desculpas quando você errar. Lhe perguntam qual o cardápio, qual o recheio do bem-casado, se vai ser docinhos finos ou gourmet, se vai ser guaraná ou kuat.
A noiva é soterrada por esse mundo de uma maneira que acaba esquecendo/deixando de lado quem ela realmente é, e o que ela sempre sonhou para o seu casamento.

Então, parei.

E voltei ao começo. Quem sou eu? Do que eu gosto? O que me faria feliz nesse dia? Qual a opinião do meu noivo a respeito desse assunto?

Vi muitas e muitas vezes (pessoas, blogs, profissionais do ramos) coisas como "esse é o SEU grande dia", "você é a ÚNICA estrela", "a diva é VOCÊ". Nessas horas me perguntava: e o noivo??
E a família, que muitas vezes também sonha junto?

Eu sou uma pessoas simples. Quando eu era criança era comum se fazerem Questionários [uma caderninho com uma pergunta em cada folha, que era passado entre as colegas para ser respondido, e depois era lido para todas. Várias meninas criavam seus questionários, e era a maior disputa para quem pensava no mais interessante]. Duas perguntas que sempre tinham: qual o seu signo e o que não pode faltar no seu casamento. Lembro que sempre respondia: o noivo!

Sempre pensei que se encontrasse alguém com quem eu estivesse disposta a passar a vida inteira junto, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, essa coisa toda, seria algo tão grande e maravilhoso que todo o resto seria realmente secundário.

Hoje sinto um grande amor por Deus e Nossa Senhora. É um elemento novo. Que leva a plenitude esse pensamento. Pois nós não estaremos fechados em nós mesmos, estaremos mergulhados no Amor de Deus, que é grande grande, abertos ao maior milagre que possa existir - a vida!

Então hoje, meu questionário seria: o noivo e o padre (ministro da Igreja, sinal visível de Deus no mundo).

Sendo assim, alguém que fosse ao meu casamento apenas pensando em não sair de barriga vazia, não entendeu nada; e por isso a opinião não conta.

Mergulhei profundamente no milagre das bodas de Caná - primeiro milagre de Jesus. Meditei muitas coisas a respeito desse acontecimento. Mas quero dividir uma em especial.

Faltou vinho. Os padres sempre explicam nas homilias que isso era um grande sinal de desonra (porque além de não haver fartura era tido com sinal de infortúnio para o casal). Jesus estava lá, com sua Mãe e seus primeiros discípulos. Penso que quem convidou Jesus não convidou seus discípulos pois eles haviam se conhecido a pouco. Num casamento moderno o cerimonial não deixaria entrar, porque o buffet é por pessoa, e eles não teriam senhas individuais. Mas penso também que as pessoas viam essa celebração com grande alegria, e grandes alegrias se quer dividir com todos, então tudo bem mais alguns convidados.
Nossa Senhora nota a falta de vinho. Que Mãe zelosa! Não deixe de colocar tudo nas mãos d'Ela! Eu já fiz isso quando me consagrei pelo método de São Luís Maria Monfort - sou escrava por Amor, entreguei a esta doce Senhora tudo que sou e possuo, no passado, no presente, e no futuro.
Ela intercede junto a Jesus. E Ele atende. O mestre de cerimônia comenta que nunca provara vinho como aquele. Eis o milagre!
E eis que entendi! Se houver Jesus, mesmo os bens materiais eu terei. Mas mesmo que não os tenha, terei o principal: terei-O, teria uma Mãezinha no Céu que cuida de mim sempre, terei um casamente cheio de amor e alegria verdadeira, terei muitas bençãos para a vida nova que se inicia.



Dói no coração quando eu ouço alguém dizer que não casa na igreja por causa de dinheiro. Se você é católico e vai casar, dê sua linda festa seja ela para 30 ou 300 convidados; seja ela servido camarão, frango ou só bolo; seja durante o dia ou a noite; seja com cobertura completa ou fotos tiradas na câmera digital do seu primo; seja na catedral ou na capelinha mais simples; sejam com coral completo ou sem música.  O que faz um casamento católico não é o luxo ou a oposição a ele, o que faz dele católico é o coração dos noivos - que se amam e amam a Deus!




domingo, 16 de junho de 2013

Orações do cristão III

Mais uma oração bem conhecida, para aprende-mo-la em latim. ^^







Salve Regina (Salve Rainha)

Salve Regina, Mater Misericórdie, vita, dulcedo et spes nostra salve! Ad te clamamus, exsules filii Evae. Ad te suspiramus gementes et flentes in ac lacrimarum valle.
Eia ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte.
Et Jesum benedictum fructum ventris tui, nobis, post hoc exsilium, ostende.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!


Ora pro nobis, sancta Dei Genetrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Amen.





Onde reina Maria, Jesus é devidamente louvado e adorado.

Ó Marie concue sans peché priez pour nous qui avons recours avous!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Família




A comunidade conjugal está fundada no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos esposo, a procriação e a educação dos filhos. O amor dos esposos e a geração dos filhos instituem entre os membros de uma mesma família relações pessoais e responsabilidades primordiais. (CIC, 2201)

domingo, 2 de junho de 2013

Orações do cristão I



Há três orações que aprendi bem pequena (apresentarei-as na ordem em que aprendi) e tenho um grande carinho por elas; rezo-as várias vezes ao dia e por diversos motivos.

Ave Maria

Ave Maria gratia plena Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus et benedicto frutus ventris tui Jesus.
Sancta maria Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus nunc et in hora mortis. Amen


Angele Dei (A tradução é Anjo de Deus, mas essa oração é conhecida como Anjo da Guarda)

Angele Dei, qui custus eis mei, me, tibi commissum pietante superna, illumina, custodi, rege et guberna. Amen


Pater Noster (Pai Nosso)

Pater noster qui es in caeles
Sanctificetur nomem tuum
Adveniat regnum tuum
Fiat voluntas tua sicut caelo et in terra
Panem nostrum quotidianum da nobis hodie
Et dimitte nobis debita nostra sicut et nos dimittibus debitoribus nostris
Et ne nos inducas in tentacionem
Sed livera nos a malo
Amen


Quando as aprendi, na infância, foi em português mesmo. Mas coloquei em latim porque é como costumeiramente as rezo; e também para incentivar as pessoas a aprenderem essa orações mais populares em latim.
O latim é a língua oficial da Igreja, embora muita gente pense que não se usa mais.
Eu gosto de rezar em latim, embora não saiba falar latim. É uma língua de sonoridade muito bonita, e parece que quando se reza em latim tudo ganha a solenidade que é devida a Deus.  =]

Mas se você antipatiza com o latim, não tem problema. O importante é rezar!  ^^