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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Paciência







Qual é então o verdadeiro rosto da paciência, se não consiste em suportar o mal?

A paciência leva-nos a suportar o erro, a contradição, os aborrecimentos e, de maneira geral, todas as contrariedadesque nos vem das pessoas e das coisas. Ser paciente é conservaar  domínio de si. As pessoas sucetíveis ou violêntas não são capazes disso. A não ser que os seus destemperos e arrebatamentos sejam ocasionados por uma deficiência física, são indícios de fraqueza de vontade. A força manifesta-se no auto-domínio. Mas o audomínio não é inato; é preciso aprendê-lo. A paciência adiquire-se de duas maneiras: através das convicções e através do execício.

Fonte: As pequenas virtudes do lar. Georges Chevrot. Ed. Quadrante, 1990.

terça-feira, 22 de julho de 2014

As coisas nunca são como se pensa







Lembro quando noivei, uma senhora (já quase idosa), amiga minha, mãe de cinco filhos, casada a vida inteira com o mesmo marido, veio me parabenizar e dirigir alguns palavras. Ela me perguntou se eu estava preparada e prontamente respondi que sim; já sabia o que enfrentaríamos, mas que mesmo assim desejava ter uma família, que essa era a vontade de Deus para nós, etc. E ela me disse, pois bem, case. Mas gostaria de lhe dizer duas coisas: primeiro que nunca deixe de rezar e colocar Deus como o alicerce de sua família, pois se não for assim ela não durará; e, saiba, o casamento nunca é difícil pelos motivos que a gente pensa.

O primeiro conselho eu já sabia e era isso mesmo que pretendia fazer, mas o segundo me deixou especialmente intrigada. Por que jovem tem a mania de achar que sabe tudo, né?A gente sempre acha que está pronto, maduro, preparado. Considero que o primeiro passo para a verdadeira maturidade e sabedria é reconhecer humildimente nossa inesperiência e ignorância. Por isso, coloquei em suspenso o meu "estou pronta" e busqueiaproveitar cada momento antes do casamento para me melhorar, aprender, rezar... Claro que nem sempre esse era meu estado de espírito, mas era um esforço constante.

Casei.Lua-de-mel. Primeiros meses. Me aproximo do primeiro ano.
Sei que ainda somos recém-casados, e um ano perto de uma vida interia que queremos passar juntos não é nada, mas acho que começo a enteder a pofundidade daquele conselho.

Nada no casamento é como você pensa que será. Nem os afazeres domésticos, nem sua relação com sua sogra, nem sua relação com o seu marido... Certamente porque cada casamento é único, pois é a junção de duas pessoas únicas; e os exemplos que vemos por aí são apenas uma vaga ideia. E talvez por isso mesmo é algo que só se sabe vivendo.

Uma das coisas mais elucidativas sobre isso é a solidão.Talvez porque para mim foi a mais surpreendente. Pois tanto para mim quanto para Luís, quando falavamos em casar era o mesmo que falar "vamos estar sempre juntinhos" (fisicamente, espiritualmente...)

É importante dizer que eu sempre gostei de passar um tempo sozinha, para meditar, ler, escrever, etc. Pensava que ao casar iríamos ter dificuldade quanto a isso, posto que agora sempre estaria acompanhada do meu marido. Mas desde que casei, com frequência experimento a solidão do lar enquanto meu marido está fora. Nunca passou pela minha cabeça me sentir sozinha. Isso também porque já morei só, e quando passava grande parte do dia sozinha esse tipo de sentimento não me acometia.

Pensando sobre isso, acho que me sinto só porque na verdade não estou de fato sozinha. Durante todo o  meu dia lembro do meu marido, e quase tudo o que faço é orientado para ele. Na hora que escolho o que vou cozinhar, penso no que ele gostaria de comer; quando limpo a casa, penso em como ele se sentirá confortável de chegar e encontrar tudo limpo, quando encontro algo que ele deixou fora do lugar, lembro dele com raiva por ter feito isso (rsrs); quando leio algo legal em uma livro, gostaria que ele estivesse perto para dividir isso com ele; quando tomo banho e me arrumo porque está perto da hora dele chegar. Em tudo ele se faz presente no meu dia, e talvez por isso mesmo eu me sinta só, porque ele se faz presente sem de fato estar, e aí acabo sentindo a falta dele.

Claro que acho ruim me sentir sozinha, mas fico feliz que as coisas sejam assim. Acho que foi o tempero especial que Deus deixou para os recém-casados. Pois isso faz  com que cada momento juntos tenha seu interesse, faz a gente querer aproveitar, mesmo já estando casado.

Penso nessa horas como é difícil para mulher moderna (e aqui me refiro a todas nós que recebemos a educação padrão de nosso tempo) lidar com isso, porque além de de ser um trabalho doméstico árduo e escondido exige muito crescimento interior. Assim, varias vezes me peguei pensando em como seria mais facil trabalhar fora. E aqui o primeiro conselho volta a gritar na minha mente: "DEUS NO CENTRO DE TODAS AS COISAS!", que prevaleça a vontade de Deus, que é todo Amor e Sabedoria, e não a minha vontade humana cheia de orgulho e vaidade. O caminho mais santo nunca é o mais fácil. Não se deixe abaater e não queira desistir se nada sair como o esperado, porque mesmo o inusitado faz parte dos planos de Deus.

Talvez quando passarem-se muitos e muitos anos as coisas mudem, e tudo isso nçao tenha uma dimensão relevante ou que talvez lembre com carinho pelo crescimento pelo qual passei. Mas por hora, estou na batalha para ser um esposa melhor, uma cristã melhor, uma pessoa melhor; e que dividindo essa experiências possa ajudar alguém pelo menos a saber que não está nessa batalha sozinha.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Indicação de leitura: A sociedade dos filhos órfãos

Acabei de ler um livro excelente; tanto na fluidez da leitura, quanto no conteúdo pertinente, lucido e atual.

Recomendo a todos que são pais, aos que querem ser, àqueles que tem algum convívio com crianças, ou ainda aos que querem ser adultos minimamente responsáveis.

O livro é esse:




Do que fala o livro:

Nesse livro o autor falará de como os adultos da nossa sociedade querem cada vez menos crescer, se tornar responsáveis, se comprometer. E os pais não são diferentes disso. Preferem ser coleguinhas de seus filhos e lhe encher de bens materiais que nossa sociedade consumista convence-nos ser necessidades, enquanto deixam sua formação psicológica, moral e espiritual de lado; não sendo tão incomum a negligencia até mesmo no desenvolvimento biológico.
Crianças e adolescentes obesos e desnutridos, ansiosos e deprimidos, com QIs cada vez mais elevados e o numero crescente em envolvimento com transgressões a lei.
Onde estão os pais dessas crianças? Onde estão os adultos dessa sociedade que veem suas crianças se perdendo e ao invés de salvá-las querem juntar-se a elas?


Alguns trechos:

"Os filhos não são rolhas que tapam buracos. (...) Um filho não merece vir para se transformar no troféu que o narcisismo de uma mulher ou de um homem reclama."

"Quando desertamos da consciência, do compromisso, da responsabilidade e do amor implícitos à concepção de uma vida, acidente tem como resultado a orfandade. A orfandade, entendida a partir de seu aspecto mais devastador, deixa os filhos sem amor, sem referência, sem alimento emocional, sem orientação ética, sem modelos existenciais, sem nutriente espirituais."

"Para serem verdadeiros pais, os adultos que escolhem ou escolheram ter filhos devem começar já a deixar de serem filhos de uma sociedade egoísta, desumanizada, espiritualmente predadora."

"As funções materna e paterna são distintas e complementares, não basta que apenas um deles se encarregue das próprias e, além do mais, nenhuma mãe pode fazer o papel de pai no que é específico deste e nem um pai pode ser mãe."


Boa leitura!