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terça-feira, 5 de junho de 2018

Estrada

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Eu me lembro
E não quero esquecer
Vou lembrar sempre

O peso das suas acusações
Seu olhar inquisidor
Pairando sobre mim
Expectativas de um futuro desolador

Achei que a distância me traria paz
Mas carrego-a dentro de mim
Vais comigo aonde quer que eu vá

Com o Dom que conheci
Mato um dragão por dia
Sem saber se são sonhos perdidos
Lágrimas caídas

Olha o futuro
Porque no passado
Há as chamas de um inferno
Que eu habitei

Assim, caminho
Cruzando com anjos e demônios
Tentando manter a mente
Sem perder o controle


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Uma confissão

Oi, você aí que está lendo esse texto.

 devido a ausência e esporacidade de posts sei que não tenho nada que possa se chamar de público. Mas o registro de visitação continua, então sei que vez ou outra passa alguém por aqui.

Eu criei esse blog num momento de solidão, mas no qual eu queria encontrar pessoas com quem eu pudesse compartilhar minhas ideias, mudanças... minha fé. Era 2013 e para mim foi um gesto de grande ousadia me expor. Eu não tinha nenhuma audiência, mas me sentia falando para o mundo.

Lembro a euforia de fazer o primeiro post e ao voltar no blog dois dias depois ver que ele tinha 9 visualizações. Isso mesmo, nove! Diante dos números dos grandes blogs e afins parece até ridículo; mas pensar que nove pessoas leram o que escrevi foi emocionante.

Naquela época eu sentia que tinha tanto a aprender. Eu estava noiva, organizando sozinha meu próprio casamento. Eu tinha me convertido ao catolicismo a pouco tempo. Eu não sabia quase nada sobre como cuidar de uma casa, ou mesmo ter uma família. Eu queria muito aprender e achei que compartilhar novas descobertas era a melhorar maneira de fazer essa experiência interessante.

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Os dois primeiros anos de casada foram particularmente difíceis - por vários motivos. Adaptar-se um ao outro, nova rotina, problemas financeiros, profissionais, de saúde e até espirituais. Sentia que estava tudo acontecendo de uma vez. E nesse momento eu quis me fechar, me guardar. Pois só assim poderia ser forte e adquirir sabedoria para lidar com meus problemas. Compartilhar problemas geralmente os aumenta e não resolve-os.

Me afastei do blog. Ensaiei um retorno, mas fiquei apenas postando poesias esporádicas. Criei outro blog (www.diasradiantes.blogspot.com.br) que fala sobre livros. E acho que agora me sinto realmente pronta para voltar.

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Agora quero retomar esse blog e acho interessante porque estou novamente passando por uma transformação em minha vida. Estou com 30 anos e decidi mudar de profissão. Sou psicóloga e quero fazer letras. Quero ser professora e o que mais a área tiver para oferecer. Eu amo a psicologia, mas eu e ela não combinamos.

Estou estudando para fazer Enem esse ano e, se Deus quiser!, entrar na faculdade ano que vem. Se for compartilhar algo sobre estudo será no outro blog.

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Aqui vou falar de mim. Voltarei com os posts sobre casa, família, vida doméstica; também sobre santos, orações e religião. As poesias vão continuar na medida em que a inspiração deixar.

Não vou prometer frequência, porque como disse minha vida está mudando. Estou tentando criar e me adaptar a uma nova rotina.

A você que passou por aqui: seja bem-vindo! E volte sempre! Vou ficar aqui esperando.


sábado, 13 de maio de 2017

Luz e trevas



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Quisera eu saber o que se passa. O que está acontecendo comigo. Julgo que angústia seja isso. Pensei que fosse mais forte, mais gigantesco, cheio de estardalhaço. Um sentimento euforicamente enlouquecedor. Como num surto maníaco, onde tudo se quer, tudo se espera, mas nada se tem. Não. É tão diferente; é como um carrapicho que gruda em sua roupa sem que você se dê conta, e um pequeno espinho entra sobre a pele e promove uma dor tamanha que lhe impede de ser. E não há como se atribuir à ínfima causa tamanha dor.

Assim a angústia chegou e se instalou no meio do peito, no centro da alma, cindindo a vida.

Me intrigo quando volto-me para dentro. Como pode doer tanto? Como pode parar o ar? E sugar as forças?

Instalou-se aqui e cresce. Consome.

Sobe-me do peito até o cérebro o sopro frio e quente, como se um demônio pretendesse me congelar de medo; como se buscasse nas entranhas da mente o alimento para as paixões desmedidas que querem gritar e que eu tão custosamente tranquei, apaguei as luzes, mas não consegui jogar as chaves fora. Porque tenho que admitir, afinal, também me alimento deles.

Ou, o que seria da luz que há em mim se não guardasse minha escuridão?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O bom amor



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Estar na vida e saber que quando ninguém mais se importa - quando ninguém mais cuida de você - há Alguém que lhe ama muito, muito. Esse Alguém criou o mundo inteiro para você desfrutar dele; lhe deu sapiência para, caso queira, tentar entendê-lo; criou seres mais perfeitos que nós para nos guardar, guiar, proteger e interceder quando padecemos.



Esse Alguém que você nega, despreza, ignora - esse Alguém para quem você deu as costas - continua lhe amando, nem um pouco menos; não lhe tirou o que lhe foi dado; e não lhe negará perdão se você o quiser de verdade.

domingo, 15 de maio de 2016

Flores e Estrelas

Eu nunca verei as flores
Não estarei em seu jardim
Não terei seu toque aveludado
Ou seu perfume inebriante

Eu nunca terei as flores
Nem sua beleza efêmera
A qual se quer agarrar com a ponta dos olhas

Nunca serei pássaro
Nunca terei passado
Ou seria nado?

Serei estrela que leve brilha
E despois de cair oscila
No breve momento do ser.


quinta-feira, 20 de março de 2014






"Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado"
José Ortega y Gasset


sexta-feira, 7 de março de 2014



Imagem de Noman Rockwell


  O mundo é um livro, e quem fica sentado
em casa lê só uma página. (Santo Agostinho)

domingo, 2 de março de 2014



Nós é que fazemos nossos amigos. Nós é que fazemos nossos inimigos. Mas Deus foi quem fez nosso vizinho. (Chesterton)