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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Véspera

Como vocês devem ter notado, tenho estado muito por aqui nos últimos dias. 
Tenho sentido tanta coisa, e o desejo de se expressar é grande.
No blog, ao mesmo tempo em que posso estar falando para um milhão de pessoas, não estou falando com ninguém - o que para mim é a forma ideal de comunicar meus sentimentos, pois falo com um interlocutor real que pode ser do modo que queira; e também me isenta das críticas (a não ser que deixe um comentário rsrs).

Além disso tive mais tempo esses dias. Tempo que criei para esse momento, pois queria viver os últimos de que falei no outro post bem calmamente. No entanto, mesmo passando esse dias calmamente sou tomada pelo desejo de que passe logo. 



Quando eu era criança meu avô tinha uma casa na praia, e quando íamos chegando próximo a essa praia tinha uma grande ladeira que o carro precisava subir, e lá do alto da ladeira a gente podia ver uma pequena faixa de mar, quando ainda faltava poucos quilômetros para de fato chegarmos à praia. Sempre meu avô puxava a brincadeira de quem iria ver o mar primeiro. Só meu avô fazia isso, então eu e minha irmã sempre pedíamos para ir no carro com ele. Ao se aproximar da ladeira já nos preparávamos: primeiro corria o aviso geral, em seguida eretas no banco nos esticávamos ao máximo, e então irropia o grito de alguém "Eu vi! Eu vi primeiro!". Se houvesse controvérsias, ou se dizia, "Viram juntas" ou "Então, a outra tomará banho de mar primeiro".

Parece uma grande bobagem, no entanto eu cresci, a brincadeira acabou (porque eu já era grande de mais, madura demais, chata demais para brincar com o meu vovô) e ainda levaram-se anos para perceber que todos só poderíamos ver ao mesmo tempo, já que estávamos no mesmo ponto. Meu avô me fez uma criança feliz, me fez uma criança sábia, me fez uma criança ingênua e pura o quanto pode (Obrigado, vô!); pena que só vi esse tesouro agora.
Isso tudo para amenizar a ansiedade de chegar o veraneio e ir para a casa de praia com todos os meus primos e tios, sem dever de casa, como banho de mar e muita areia.

Como eu queria uma ladeira antes do casamento! Para dar uma espiada no que virar. Uma espiada com meus próprios olhos.

O casamento está logo ali. Mas esse será um veraneio sem volta; e isso me assusta um pouco. Eu sei que essa não é uma coisa muito "bonita" de dizer. Ninguém espera ouvir uma noiva dizer que tem medo - não ao menos se ela ama o noivo e desejou por longos quatro anos e seis meses de namoro ficar com ele definitivamente (tá, tudo bem, foi menos que isso. Porque afinal levou um tempo para eu saber se era ele mesmo).

Mas é que eu estou entre a ansiedade para o grande dia e já com saudade da minha casa, da minha família, da minha rotina (de solteira). Minha mãe se consola dizendo que nada vai mudar, que eu vou só me mudar para logo ali. Mas não é verdade! Tudo vai mudar, inclusive eu. E não tem ladeira do casamento. O que há é uma montanha de expectativas e uma esquina a dobrar.


Essa não era a praia que eu ía, mas a visão era mais ou menos assim.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Para olhos dispersos


Se por princípio se faz a união
Deus interpela se vem do coração
Corre rio, gira mundo
Eis que revelo o sentimento mais profundo.

Se o coração palpita
A pena se agita
Para o coração falar.

O amor é verdadeiro tesouro
Mas, cuidado! ele pode queimar
E todo ouro tem um preço a pagar.

Amor e dor de uma mesma moeda são
e com moeda alguma se paga.

Sofro e permaneço, não atoa
É que de olhos fechado a alma voa
E o melhor de você sempre está lá.

Não me espere ver sempre contente
Que às vezes suas palavras cravam dente
sangue e choro despertam a jorrar

Por você entreguei-me em tudo
Se nego, saiba, lá no fundo
É você que faz o sol brilhar

Um último desejo peço
Entenda se difícil lhe confesso
Mas é que para olhos tão dispersos
É difícil de falar.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dor e sentido

Fui fazer minha sobrancelha para o casamento e a moça sugeriu-me fazer também o buço (coisa que não só não faço, como nunca fiz). Como é para uma ocasião mais que especial decidi fazer.

Meu Deus! que negócio para doer! Parecia que meu lábio iria ser arrancado no puxavante seguinte.

Pensando sobre essa experiência e tentado dar a ela mais algum sentido além de mero sofrimento estético percebi algumas coisas.

Primeiro que nós mulheres temos um disposição especial para suportar a dor, se essa para nós faz sentido. Por isso somos nós, e não os homens, que parimos. Claro que podemos desperdiçar esse dom de Deus com tratamentos estéticos (eu não pretendo depilar o buço nunca mais!) e dietas da sopa, da lua, do gelo e um monte de outras coisas que só alimentam nossa insegurança. Mas podemos direcionar isso para algo grande e realmente especial: ser mãe, esposa e dona-de-casa!

Esse foi um pequeno sofrimento estético na minha vida de noiva. Mas passei por muitos outros sofrimentos: sociais, econômicos, psicológicos, emocionais e espirituais. Quanta fortaleza é necessária! Como é difícil manter o foco! Em meio a tanta coisa nunca esquecer o propósito de formar uma família verdadeiramente cristã.

Lá no salão, enquanto comentava a minha dor (estética), vi alusões a dores do parto como uma dor horrível e absurda. E que paradoxal, pessoas que tiveram um único filho e fazerem depilação completa na cera todo mês! 

Como disse no início do post, essa reflexão é para tentar extrair algo de mais útil e duradouro da dor sentida. Então esse texto não é algo realmente elaborado, são na verdade elucubrações.

Certamente ninguém gosta de sofrer. Mas todos sofremos, uns mais outros menos. E ainda assim, qualquer um é capaz de suportar a dor sofrida, pode ser perder o chaveiro que você tanto gosta ou perder sua mãe.

A gente suporta porque há um sentido, não só para a dor sofrida, mas principalmente para seguir em frente. Para mim (e talvez para qualquer católico) o sentido maior de passar por tudo isso que é a vida é ir para o Céu. Mas não simplesmente passar, mas viver a vida como ela merece ser vivida; honrar o motivo pelo o qual Deus lhe deu a vida.

Ontem, 15 de outubro fizemos memória de Santa Teresa D'Ávila, e ela disse algo que tocou profundamente meu coração: "Comparada ao Céu, esta vida é uma noite mal dormida em uma estalagem ruim"

Assumir a responsabilidade de um casamento cristão, me trará muitas alegrias, mas certamente me trará sofrimentos. É a certeza de que não é apenas por isso aqui que me cerca a finalidade das coisas que faz com que eu siga em frente confiante. Pois não passarei por nada sozinha (Deus estará comigo), pois não passarei por nada em vão.

Último

Estou a três dias do casamento e tantos sentimentos me ocorrem.

Desde que a semana se iniciou com a Missa dominical (caso vocês não lembrem, o domingo é o primeiro dia da semana) estou vivendo as minhas últimas coisas de solteira.

Tive minha última Missa de solteira, com o véu branco pela última vez. Tive meu último almoço de domingo com meu noivo e amigos no shopping. Tive a última vez que forneci meu endereço atual. A última vez que meu noivo me viu pegar o ônibus e voltar para casa. E ainda terei a última noite na minha cama de solteira. Meu último telefonema de boa noite para o meu noivo. Meu último acordar sozinha. e o último dia que não serei eu a responsável pelo almoço.

E certamento estou vivendo muitos outros "últimos", que só perceberei que foram últimos quando tiverem passado e me der falta.

Tento fazer com que o dia siga normal, e que as coisas aconteçam como devam ser, mas a verdade é que nesta última semana, parece que a única coisa que faço é matar o tempo para ver sábado chegar. E ao mesmo tempo parece que não chegará nunca. 

Talvez seja mesmo o que se chama ambiguidade de sentimentos. Aquela grande coisa que queremos, mas talvez não agora, não ainda. Porque afinal nunca estaremos prontos o suficientes para o desconhecido.

Quero desfrutar das minhas últimas coisas, mas sem alvoroço. Porque, na verdade, as coisas não são as últimas, eu é que não serei mais a mesma.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Polly Anna

Hoje é um dia diferente
Justamente porque é um dia igual
Hoje vou voltar a ser gente
Com auto-sintonia real

Vou voltar a ser eu
Fazer o que sempre fiz
Vou fazer poesia, chegar na hora
E desenho em coleção de giz

Hoje é dia diferente
Vou me organizar
Vou voltar a ser contente
Pois voltei a estudar

Quem quiser venha comigo
É muito fácil de aprender
Esse é o jogo do contente
Para aprender a ser você.


sábado, 28 de setembro de 2013

Se um dia eu me casar

Se um dia eu me casasse, certamente seria com você.
Pois não temos nada a ver.
Se eu fico gorda, você está magro;
Se eu digo 'acima', você diz 'abaixo';
Se eu me estresso, você relaxa;
Se eu quero tv, você quer navegar;
Eu quero ir, você quer ficar.

Se um dia eu me casasse, só podia ser você.
Porque se eu choro,você faz cara de pena;
Eu rezo o terço, você a novena;
Eu quero uma menina, você um rapaz.
Eu dou um beijinho, você quer mais.

Se um dia eu me casasse... Ah, esse dia eu queria ver!
Pois nele só daria, juntinhos, eu e você.
Nossa Senhora abençoaria e São José também
E muitos anjinhos viriam do Céu dizer amém.



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Causos do Luís II:

Eu estava no shopping esperando por Luís e encontrei um amigo nosso. Conversando com ele comentei que ele estava com a pele bem mais bonita, ao que ele respondeu que estava no final de um tratamento para acne.

Nesse momento chega Luís, me cumprimenta e ao olhar para ele exclama: - O que você está fazendo que está mais branco?!

sábado, 21 de setembro de 2013

Problema de visão

   Tem dias que me pego assim: não quero olhar para mim, não quero olhar para o mundo.
   Então, simplesmente perco o foco.
   Tanto o perco que minutos depois me acho perdida em meu foco.
 
    Que posso fazer se nitidez só me traz tristeza?

    Meu problema de visão é enxergar.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Aviso (e pedido de desculpas)

Eu, por motivos pessoais, precisei me afastar do blog, de um modo até repentino.

Espero em breve retornar e dar continuidade as postagens que estavam planejadas. Também peço desculpas as pessoas que estavam acompanhando a novena, as primeiras postagens de retorno serão a continuação da novena.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Casamento Católico: falando um pouquinho do meu casamento

Eu, como noiva católica, procurei pensar em cada coisa do meu casamento tendo em vista três coisas: o que há de melhor no mercado, o que eu posso consumir de acordo com as minhas finanças, e o que convém a um católico ou o que agradaria mais a Deus. 



Quando comecei a entrar no "mundo do casamento" vi que há muito luxo e ostentação. Eu não tenho nada contra o luxo, pelo contrário gosto bastante, mesmo não possuindo muito dinheiro. O que me incomoda é esse modo de sufocar as noivas com uma lista extensa de "tem que ter", e consumir fotografo fulano, recepção tal e qual, festa para n convidados, lua de mel em não sei aonde e por aí vai.
Cada um tem o casamente que quer e pode! É meio surreal um cara que ganha salário mínimo bater o pé que quer ter um Mercedes. Porque que eu tenho que ter um casamento totalmente fora do meu padrão de vida?

A sensação que tenho é que o sentido espiritual do casamento foi totalmente esvaziado, e para preencher esse buraco colocaram um monte de burocracia (casamento civil) e um montão de produtos (casamento "religioso").

Sempre quis casar de manhã. O dia me passa uma ideia de luz, calor, energia, muita coisa pela frente... além de que, como sei que vou morrer de ansiedade, não queria passar o dia esperando para casar. rs ^^

Depois que comecei a procurar informações sobre casamento descobri que casamento pela manhã é bem mais em conta. Para mim foi perfeito! Mas tive que escutar "seu casamento é de manhã? Aff... Ah, mas é porque você não tá com muito dinheiro para festa, né?". No começo eu perdia meu tempo explicando, agora só respondo "é!".

Meu noivo Luís definitivamente não faz o estilo 'amo festa', então desde sempre pensamos em fazer algo pequeno. Até mesmo para mim que amo gente, conversar, festa, dançar, essas "big produções casamentísticas" se tornam um pouco assustadoras. Se estivéssemos com dinheiro  sobrando (porque temos que montar nossa casinha) faríamos uma almoço para todos; como não estamos, vai ser bolo com espumante mesmo! ^^
Ouvi de algumas pessoas (e eu mesma me questionei a respeito) que era até falta de educação fazer isso. Porque como o casamento é de manhã os convidados iriam ficar com fome. Foi um dos momentos mais difíceis. Fazia mil e uma contas, apertava daqui e dali; mas enfim me conformei que não ía dar certo. Depois de muito chorar e rezar, percebi - ou Nossa Senhora me fez ver - que casamento não é feito de comida! Parece óbvio, mas não é. Ninguém pergunta se você está preparada para perdoar seu futuro marido quando ele errar, ou para pedir desculpas quando você errar. Lhe perguntam qual o cardápio, qual o recheio do bem-casado, se vai ser docinhos finos ou gourmet, se vai ser guaraná ou kuat.
A noiva é soterrada por esse mundo de uma maneira que acaba esquecendo/deixando de lado quem ela realmente é, e o que ela sempre sonhou para o seu casamento.

Então, parei.

E voltei ao começo. Quem sou eu? Do que eu gosto? O que me faria feliz nesse dia? Qual a opinião do meu noivo a respeito desse assunto?

Vi muitas e muitas vezes (pessoas, blogs, profissionais do ramos) coisas como "esse é o SEU grande dia", "você é a ÚNICA estrela", "a diva é VOCÊ". Nessas horas me perguntava: e o noivo??
E a família, que muitas vezes também sonha junto?

Eu sou uma pessoas simples. Quando eu era criança era comum se fazerem Questionários [uma caderninho com uma pergunta em cada folha, que era passado entre as colegas para ser respondido, e depois era lido para todas. Várias meninas criavam seus questionários, e era a maior disputa para quem pensava no mais interessante]. Duas perguntas que sempre tinham: qual o seu signo e o que não pode faltar no seu casamento. Lembro que sempre respondia: o noivo!

Sempre pensei que se encontrasse alguém com quem eu estivesse disposta a passar a vida inteira junto, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, essa coisa toda, seria algo tão grande e maravilhoso que todo o resto seria realmente secundário.

Hoje sinto um grande amor por Deus e Nossa Senhora. É um elemento novo. Que leva a plenitude esse pensamento. Pois nós não estaremos fechados em nós mesmos, estaremos mergulhados no Amor de Deus, que é grande grande, abertos ao maior milagre que possa existir - a vida!

Então hoje, meu questionário seria: o noivo e o padre (ministro da Igreja, sinal visível de Deus no mundo).

Sendo assim, alguém que fosse ao meu casamento apenas pensando em não sair de barriga vazia, não entendeu nada; e por isso a opinião não conta.

Mergulhei profundamente no milagre das bodas de Caná - primeiro milagre de Jesus. Meditei muitas coisas a respeito desse acontecimento. Mas quero dividir uma em especial.

Faltou vinho. Os padres sempre explicam nas homilias que isso era um grande sinal de desonra (porque além de não haver fartura era tido com sinal de infortúnio para o casal). Jesus estava lá, com sua Mãe e seus primeiros discípulos. Penso que quem convidou Jesus não convidou seus discípulos pois eles haviam se conhecido a pouco. Num casamento moderno o cerimonial não deixaria entrar, porque o buffet é por pessoa, e eles não teriam senhas individuais. Mas penso também que as pessoas viam essa celebração com grande alegria, e grandes alegrias se quer dividir com todos, então tudo bem mais alguns convidados.
Nossa Senhora nota a falta de vinho. Que Mãe zelosa! Não deixe de colocar tudo nas mãos d'Ela! Eu já fiz isso quando me consagrei pelo método de São Luís Maria Monfort - sou escrava por Amor, entreguei a esta doce Senhora tudo que sou e possuo, no passado, no presente, e no futuro.
Ela intercede junto a Jesus. E Ele atende. O mestre de cerimônia comenta que nunca provara vinho como aquele. Eis o milagre!
E eis que entendi! Se houver Jesus, mesmo os bens materiais eu terei. Mas mesmo que não os tenha, terei o principal: terei-O, teria uma Mãezinha no Céu que cuida de mim sempre, terei um casamente cheio de amor e alegria verdadeira, terei muitas bençãos para a vida nova que se inicia.



Dói no coração quando eu ouço alguém dizer que não casa na igreja por causa de dinheiro. Se você é católico e vai casar, dê sua linda festa seja ela para 30 ou 300 convidados; seja ela servido camarão, frango ou só bolo; seja durante o dia ou a noite; seja com cobertura completa ou fotos tiradas na câmera digital do seu primo; seja na catedral ou na capelinha mais simples; sejam com coral completo ou sem música.  O que faz um casamento católico não é o luxo ou a oposição a ele, o que faz dele católico é o coração dos noivos - que se amam e amam a Deus!




terça-feira, 18 de junho de 2013

Causos do Luís I

Homens e mulheres são iguais. Certo?



Na verdade, depende. Se for em dignidade e direitos - sim. Mas em tudo o mais não é muito difícil notar essas diferenças.
Como nossa sociedade diz o tempo todo que homem e mulher é a mesma coisa, e que se encontramos diferenças é devido ao estilo de educação que cada um recebeu, quando comecei a namorar sério (com se diz por aí) me deparei com a dura realidade. rs

Eu e Luís começamos a namorar em 05 de abril de 2009. E antes disso eramos amigos a mais de um ano. Nesse tempo todo de convivência me irritei muito com uma série de divergências: esquecimentos, prioridades diferentes, gostos diferentes, perguntas e tiradas "sem noção", etc, etc, etc. Isso tudo não por opiniões particulares, mas porque ele é homem e eu sou mulher. Na marra tive que aprender um pouco dessa diferença (real e querida por Deus).

Percebendo que não tinha "cura", adotei a atitude que adoto frente a tudo que vejo que não é possível ser modificada por mim - o humor.
Então de lá para cá tenho rido muito com meu noivo. =]
É claro que as vezes ainda me irrito, mas procuro ver nessa diferença uma oportunidade de enriquecimento, pois acho que se Deus nos criou homem e mulher, há um bom motivo para isso, mesmo que a gente não veja. =]

Então, essa seção (Causos do Luís) é destinada a esses momentos verdadeiros, íntimos e de humor.



Vestido de Noiva


Como sabem eu estou nos preparativos para o meu casamento. encomendei meu vestido a uma costureira e ela agendou a primeira prova. Com a proximidade da data comentei com Luís:
- Estou ansiosa com aprova do vestido! Tomara que esteja lindo! ... Ai, e se não estiver? Se não estiver lindo, o que eu faço? Amor, o que você acha que eu faria se o vestido estiver feio?
Bem compenetrado ele me responde: - Eu ficaria muito puto! Nem! Se isso acontecesse eu ía ficar muito chateado!
- Bem, alô?! Você não vai ver o vestido. Só no dia do casamento - disse eu.
-Ah, você?! Chorar, claro!


Obs: O vestido da foto obviamente não é o meu, este é só ilustrativo

Chárraiá: o convite.

Oiê!
Faz um tempinho que queria fazer esse post, mas acabou demorando um pouquinho, então aí vai!


Gostaria de dividir com vocês o meu xodó de tudo que preparei para o meu chá de panelas: meu convite!
Pensando no que faria, tive uma enorme inspiração e escrevi um cordel! ^^
Fiquei feliz de ter conseguido escrever - e de ter gostado do resultado -, porque queria uma coisa bem a cara do nordeste. Antes tinha pensado em imprimir o convite em papel de embrulho (é aqueles papéis pardos, como os de envelopes só que mais grosso) e enrolar um pedaço de rapadura (óbvio que previamente embrulhado com papel filme) amarrado com corda de sisal. Achei a ideia boa, mas como rolou a inspiração, mudei de imediato meus planos.





Etapas criativas:


- Primeiro, numas inspiração assombrosa escrevi o texto. E depois digitei. rs


- Aí veio a parte mais chata de todas. Eu entendo quase nada de informática/computador/tecnologia. Comigo é só o feijão com arroz, e-mail e twitter (Não, eu não tenho Facebook. Não, eu não sou um E.T. Sim, talvez você me ache hipster. Mas eu, na verdade, só tenho opinião própria). Então fiz tudo no Word mesmo. Provavelmente há um jeito muito mais fácil de fazer isso, but...
Isso me lembra as provas de física , em que eu esquecia as fórmulas principais ficava fazendo cálculos homéricos para chegar a respostas que num cálculo três incógnitas eu acharia.
Devaneios à parte, voltando ao assunto: Finalmente, consegui formatar o texto de um modo que desse para imprimir no tamanho que queria (a página tendo o tamanho de 1/4 de folha A4). UFA! Até de contar já me cansei de novo. 
Porque além disso tinha o problema das páginas: elas não podiam estar em sequência, tinham que  ser alternas para quando cortasse e organizasse para grampear as páginas ficassem corretinhas.



VEJAM. Essa era uma face da folha, ela foi dividida em quatro quadrantes (uma em branco, a capa, a página 2 e a penúltima página). E no verso da mesma folha estão (na sequência) as páginas 1, 6, 3 e 4. Ficou tudo em uma folha A4, imprimida frente e verso.

- Etapa seguinte: Achar uma figura em estilo xilogravura. Xilogravura é um estilo artístico de se fazer desenhos, tradicionalmente os cordéis são ilustrados nesse estilo. Como só sei desenhar boneco de palitinho, o jeito foi achar a figura da capa na net mesmo. Achei essa da igreja (capa), e gostei. ^^
Depois meu noivo achou uma imagem de dois noivos que gostou muito, aí acrescentamo-lá no final. 

- Imprimi.

- Foi necessário fazer apenas um corte horizontal ao meio. Uma dica: se você não tem muita habilidade de cortar as coisas bem retinhas (like me), há duas opções: usar um cortador (que não é muito acessível) ou usar uma tesoura daquelas maiores (bem mais acessível), porque elas dão mais apoio para a mão e também porque dependendo do tamanho do que será cortado, é só posicionar a mão e tchum!  ^^  Serviço feito!


























Depois é só dobrar cada pedaço no meio e encaixar as folhas, fazendo um livrinho.



- Grampear: Tem uma técnica para grampear 'tipo como se fosse um livro' que aprendi com uma revistinha infantil (tipo a Recreio) quando tinha sei lá quantos anos.


Você precisará de um grampeador e um borracha.

Posicione a borracha na dobra do papel, bem ao centro.

Vire o papel com a borracha posicionada no mesmo lugar. Posicione o grampeador em cima da borracha (só que do outro lado da folha)

Ao posicionar, é só apertar. O ideal é que esteja sobre uma superfície dura (como uma mesa), porque se tem mais apoio na hora de grampear.


Depois de grampear tire a borracha com cuidado para não rasgar o papel. Ficará como na foto, com  as pontas do grampo retas.


Com os dedos empurre as pontas do grampo para o centro. Ficando, assim, como quando se grampeia normalmente.


Assim!


Fica assim. Parecendo um livrinho.


Eu escrevi na parte de trás do convite o nome da pessoa e entreguei assim mesmo, como se fosse um cordel que se ganha ou compra.  ^^


Abaixo coloco o texto do meu cordel.

Um jeca e uma matuta
Vão ao padre abençoá
A união de uma vida toda
Qui logo vai começá

A matuta vem à frente
Emposta a voz pra falá
Cum licença minhas amigas
Sua ajuda vim pedi
Prá montá minha cunzinha
Peço a você si decidi
Uma toalha ou um copo

O que importa é você vir

A dinda abriu a casa
Quem quisé pode chegá
Tem pamonha, tem canjica,
Tem milho: é arraiá!

A matuta facera
feliz que ela só
O jeca abriu a cartera
Ficou liso que deu dó
A festa é simplesinha
Mas bunita quisó

Peço também sua oração
Pra não ser só união
De dois corpo e coração
Seja almas que se amam
E juntinha até a morte ficarão

Qui do casório venham filhos
Qui Graça só presta muita
Quatro ou cinco minininhos
Qui é pra com quem brincá
Com papais muito contentes
E o povo dizendo: ‘quando vão pará?’

Venha, venha mermo
Coma, coma até duê
Traga sua lembrancinha
E um sorriso prá valê

A data é dia 22
Essa aí da prá lembrá
A hora também é fácil
16h, sem atrasá
O endereço vai vir depois
Porque a rima foi de lascá

A casa é da Jô
É lá que vô te esperá
E por aqui eu me despeço
Qualquer coisa é só liga
9674-1796, esse é da Tainá

Para a vida facilitá
Uma lista deixá
Na loja qui escolhi
O nome é Le Biscuit
Ela fica acolá
Bem facinho de achá
Escolha o qui quisé
Só compre o qui pudé
Porque só vale a intenção
Qui está no coração
Lá a lista qui deixei
Tem tudo muito bem dito
A cor é branco ou estampado
Porquê gosto de florido
E o presente só me entregue

No dia que foi prometido

Aos maridos e namorados:
Caso vocês desejem acompanhar suas esposas/namoradas, Luís – o Noivo pensou em uma programação especial para vocês. Porque o chá da matuta é só para mulé.

Gradecida pela compreensão.




Espero que tenho gostado! Inspirem-se a por as mãos na massa, é prazeroso e dá um outro sentido as festas (quaisquer que sejam), porque dá aquele gostinho de dividir um pouquinho de si com quem se gosta.

Agradecimento especial a minha irmã Tuanne, que me ajudou com as fotos.

domingo, 16 de junho de 2013

Alice: Um pouquinho de mim



Acho que a melhor forma de conhecer alguém não é lendo aquelas descrições breves - e bregas - sobre a pessoa com as informações de praxe: livros, filmes, músicas, cor, lugar...

Alguém só se conhece convivendo. Nem que seja via uma tela de computador.

Então ao invés de fazer uma lista dos meus interesses (nem sei se seria capaz de tamanha proeza) vou fazer uma série de post sobre coisas que gosto.

Vou começar pela mais óbvia: Alice in the Wonderland.
Quem me conhece sabe que amo; quem acessou o blog deduziu pela foto no perfil.

Eu conheci a história quando era bem pequena através da animação da Walt Disney. Eu tinha uma coleção de fitas de animação (sim, eu sou desse tempo) e ganhei esta no meu aniversário de 9 ou 10 anos. Assisti tantas vezes que sou capaz de dizer qualquer fala daquele filme. Um amigo meu tinha o livro de Alice no País do Espelho e me emprestou, li de um fôlego só. Um tempo depois (já na adolescência) tive a oportunidade de comprar o livro de uma edição especial [Alice - Edição comentada. Lewis Carroll. Editor: Jorge Zahar. Ilustrações originais de Jonh Tenniel. Introdução e notas de Martiin Gardner ]. E eis-me aqui.

Um pouco do autor

O autor é Chales Lutwidge Dodgson, mas se tornou conhecido pelo pseudônimo com que assinava seus escritos - Lewis Carroll. Nasceu em Daresbury (Inglaterra), no dia 27 de janeiro de 1832.
Era professor de matemática em Christ College em Oxford; e também romancista e poeta, tendo escrito no estilo nosense [nosense é um estilo geralmente com caráter humorístico que à principio parece apresentar um história sem sentido, mas que, na verdade, pode se perceber um excesso de sentido, com várias interpretações possíveis para a obra].
Com o passar dos anos sua saúde foi se deteriorando e morreu em 14 de janeiro de 1898 devido a uma pneumonia.

Um pouco de história da estória


Há dois livros: Alice no País das Maravilhas (Alice in the Wonderland) e Alice Através do Espelho (Alice in through the glass). Os livros foram escritos para Alice Liddell, e desde o início foram um sucesso.

O primeiro filme da história foi Alice in the Wonderland em 1903, dirigido por Cecil Hepworth. O primeiro desenho animado, Betty in Blunderland em 1933, dirigido por Dave Fleischer, animado por Roland Crandall e Thomas Jonhson.



Eu e Alice


Desde criança e até hoje sinto que tenho muito em comum com essa personagem. De modo que rendeu-me entre os meus amigos o apelido de Tainálice. Eu gostei, mas não pegou (vai ver que foi por isso mesmo).
Sem mais delongas, com a palavra - Alice:





"Vamos, não adianta nada chorar assim!" disse Alice para si mesma, num tom um tanto áspero, "eu a aconselho a parar já!" Em geral dava conselhos muito bons para si mesma (embora raramente os seguisse), repreendendo-se de vez em quando tão severamente que ficava co lágrimas nos olhos; certa vez teve a ideia de esbofetear as próprias orelhas por ter trapaceado num jogo de croqué que estava jogando contra si mesma, pois essa curiosa criança gostava muito de fingir ser duas pessoas. "Mas agora", pensou a pobre Alice, "não adianta nada fingir ser duas pessoas!" Ora, mal sobra alguma coisa de mim para fazer uma pessoa apresentável!"




domingo, 2 de junho de 2013

Olá...
Tem alguém aí?


Uma das maiores aventuras que vivi foi criar esse blog. Acompanho muitos blogs, e a muito desejo criar um, mas por um milhar de motivos que nem eu entendo bem acabava sempre desistindo da ideia.
Mas eis que nesta madruga, de um arroubo eu o crio. ^^
Ainda acho estranha a ideia. Pois afinal sempre se escreve para alguém, e não sei se alguém vai lê-lo.
Mas, como se diz na infância: "quem não arrisca não petisca!". E assim estou aqui.

À par do meu dilema número 1 (criar ou não um blog), apresento-lhes meu dilema número 2: um blog sobre o que?
Meus interesses são tão difusos quanto meus pensamentos por minuto. Já cheguei a pensar em escrever um blog sobre tudo. Mas fatalmente terminaria um blog sobre nada, que nem eu gostaria de ler.

O arroubo de criação (ao qual me referi anteriormente) veio de uma euforia imensa que me assola nessa madrugada - em que preciso dormir porque vou à missa amanhã bem cedo - eu vou casar! E falta 139 dias para isso acontecer!
Eu poderia fazer linhas e mais linhas de exclamações nessa afirmação, mas é feio e o Sr Português não recomenda.

Então é isso, como o nome do blog já diz, vou me unir a um rapaz até que a morte nos separe.




E é sobre isso que esse blog vai falar: do casamento; dos preparativos; da casa nova; das angustias e medos; das alegrias; das descobertas e aprendizados; das leituras; das músicas; de mim; dele... De tudo que passa pela minha cabeça nesse momento que é tão marcante na vida de qualquer pessoa.

Depois volto para falar um pouquinho de mim. Um pouquinho dele. E um pouquinho de nós.