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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dor e sentido

Fui fazer minha sobrancelha para o casamento e a moça sugeriu-me fazer também o buço (coisa que não só não faço, como nunca fiz). Como é para uma ocasião mais que especial decidi fazer.

Meu Deus! que negócio para doer! Parecia que meu lábio iria ser arrancado no puxavante seguinte.

Pensando sobre essa experiência e tentado dar a ela mais algum sentido além de mero sofrimento estético percebi algumas coisas.

Primeiro que nós mulheres temos um disposição especial para suportar a dor, se essa para nós faz sentido. Por isso somos nós, e não os homens, que parimos. Claro que podemos desperdiçar esse dom de Deus com tratamentos estéticos (eu não pretendo depilar o buço nunca mais!) e dietas da sopa, da lua, do gelo e um monte de outras coisas que só alimentam nossa insegurança. Mas podemos direcionar isso para algo grande e realmente especial: ser mãe, esposa e dona-de-casa!

Esse foi um pequeno sofrimento estético na minha vida de noiva. Mas passei por muitos outros sofrimentos: sociais, econômicos, psicológicos, emocionais e espirituais. Quanta fortaleza é necessária! Como é difícil manter o foco! Em meio a tanta coisa nunca esquecer o propósito de formar uma família verdadeiramente cristã.

Lá no salão, enquanto comentava a minha dor (estética), vi alusões a dores do parto como uma dor horrível e absurda. E que paradoxal, pessoas que tiveram um único filho e fazerem depilação completa na cera todo mês! 

Como disse no início do post, essa reflexão é para tentar extrair algo de mais útil e duradouro da dor sentida. Então esse texto não é algo realmente elaborado, são na verdade elucubrações.

Certamente ninguém gosta de sofrer. Mas todos sofremos, uns mais outros menos. E ainda assim, qualquer um é capaz de suportar a dor sofrida, pode ser perder o chaveiro que você tanto gosta ou perder sua mãe.

A gente suporta porque há um sentido, não só para a dor sofrida, mas principalmente para seguir em frente. Para mim (e talvez para qualquer católico) o sentido maior de passar por tudo isso que é a vida é ir para o Céu. Mas não simplesmente passar, mas viver a vida como ela merece ser vivida; honrar o motivo pelo o qual Deus lhe deu a vida.

Ontem, 15 de outubro fizemos memória de Santa Teresa D'Ávila, e ela disse algo que tocou profundamente meu coração: "Comparada ao Céu, esta vida é uma noite mal dormida em uma estalagem ruim"

Assumir a responsabilidade de um casamento cristão, me trará muitas alegrias, mas certamente me trará sofrimentos. É a certeza de que não é apenas por isso aqui que me cerca a finalidade das coisas que faz com que eu siga em frente confiante. Pois não passarei por nada sozinha (Deus estará comigo), pois não passarei por nada em vão.

Último

Estou a três dias do casamento e tantos sentimentos me ocorrem.

Desde que a semana se iniciou com a Missa dominical (caso vocês não lembrem, o domingo é o primeiro dia da semana) estou vivendo as minhas últimas coisas de solteira.

Tive minha última Missa de solteira, com o véu branco pela última vez. Tive meu último almoço de domingo com meu noivo e amigos no shopping. Tive a última vez que forneci meu endereço atual. A última vez que meu noivo me viu pegar o ônibus e voltar para casa. E ainda terei a última noite na minha cama de solteira. Meu último telefonema de boa noite para o meu noivo. Meu último acordar sozinha. e o último dia que não serei eu a responsável pelo almoço.

E certamento estou vivendo muitos outros "últimos", que só perceberei que foram últimos quando tiverem passado e me der falta.

Tento fazer com que o dia siga normal, e que as coisas aconteçam como devam ser, mas a verdade é que nesta última semana, parece que a única coisa que faço é matar o tempo para ver sábado chegar. E ao mesmo tempo parece que não chegará nunca. 

Talvez seja mesmo o que se chama ambiguidade de sentimentos. Aquela grande coisa que queremos, mas talvez não agora, não ainda. Porque afinal nunca estaremos prontos o suficientes para o desconhecido.

Quero desfrutar das minhas últimas coisas, mas sem alvoroço. Porque, na verdade, as coisas não são as últimas, eu é que não serei mais a mesma.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Polly Anna

Hoje é um dia diferente
Justamente porque é um dia igual
Hoje vou voltar a ser gente
Com auto-sintonia real

Vou voltar a ser eu
Fazer o que sempre fiz
Vou fazer poesia, chegar na hora
E desenho em coleção de giz

Hoje é dia diferente
Vou me organizar
Vou voltar a ser contente
Pois voltei a estudar

Quem quiser venha comigo
É muito fácil de aprender
Esse é o jogo do contente
Para aprender a ser você.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia do idoso [1º de outubro]

Hoje é dia do idoso. Bom e o que nós (jovens) temos com isso? Tudo! Primeiro porque certamente temos idosos em nossas famílias; também porque provavelmente todos queremos viver muitos anos, e isso, inevitavelmente fará de os idosos (é o preço a se pagar); e sobre tudo, o fato de que essa parcela da população, parte de nossas famílias, essas pessoas tem tanto a nos ensinar!

Os idosos são verdadeiros tesouros de História e sabedoria.





Em 12/11/2012, o então Papa Bento XVI fez uma visita a Casa-família da Comunidade de Santo Egídio, e proferiu um breve discurso, do qual extrai os trechos abaixo (para ver o discurso na integra clique aqui).


Venho entre os senhores como Bispo de Roma, mas também como ancião em visita aos seus pares. Conheço bem as dificuldades, os problemas e os limites desta idade, e sei que estas dificuldades, para muitos, são agravadas pela crise econômica. Por vezes, a uma certa idade, acontece de voltar-se ao passado, lamentando quando se era jovem, apreciava-se uma energia nova, fazia-se projetos para o futuro. Assim o olhar, às vezes, é velado com tristeza, considerando esta fase da vida como o tempo do por do sol. Esta manhã, dirigindo-me idealmente a todos os anciãos, embora na consciência das dificuldades que a nossa idade comporta, gostaria de dizer-vos com profunda convicção: é belo ser idoso! Cada idade precisa saber descobrir a presença e a benção do Senhor e as riquezas que essa contém. Não precisa nunca aprisionar-se na tristeza! Recebemos o dom de uma vida longa. Viver é belo também na nossa idade, apesar de alguma “doença” ou de alguma limitação. Na nossa face há sempre a alegria de sentir-nos amados por Deus, nunca a tristeza. 

Não pode haver verdadeiro crescimento humano e educação sem um contato fecundo com os idosos, porque sua própria existência é como um livro aberto no qual as jovens gerações podem encontrar preciosas orientações para o caminho da vida. 

Queridos amigos, na nossa idade fazermos a própria experiência da necessidade de ajuda dos outros; e isto vem também para o Papa. [...] Gostaria de convidá-los a ver também nisso um dom do Senhor, porque é uma graça ser apoiado e acompanhado, sentir o afeto dos outros! Isto é importante em cada fase da vida: ninguém pode viver sozinho e sem ajuda; o ser humano é relacional. E nesta casa vejo, com prazer, que quantos ajudam e quantos são ajudados formam uma única família, que tem como seiva vital o amor. 

Caros irmãs e irmãos anciãos, às vezes os dias parecem longos e vazios, com dificuldade, poucos compromissos e reuniões; não desanimem nunca: vocês são uma riqueza para a sociedade, também no sofrimento e na doença. E esta fase da vida é um dom também para aprofundar a relação com Deus. [...] A oração dos idosos pode proteger o mundo, ajudando-o, talvez, de modo mais incisivo que a labuta de muitos. [...] O Papa vos ama e conta com todos vocês! Sintam-se amados por Deus e saibam levar nesta nossa sociedade, muitas vezes tão individualista e tecnicista, um raio do amor de Deus.


Lindas palavras, não?

sábado, 28 de setembro de 2013

Se um dia eu me casar

Se um dia eu me casasse, certamente seria com você.
Pois não temos nada a ver.
Se eu fico gorda, você está magro;
Se eu digo 'acima', você diz 'abaixo';
Se eu me estresso, você relaxa;
Se eu quero tv, você quer navegar;
Eu quero ir, você quer ficar.

Se um dia eu me casasse, só podia ser você.
Porque se eu choro,você faz cara de pena;
Eu rezo o terço, você a novena;
Eu quero uma menina, você um rapaz.
Eu dou um beijinho, você quer mais.

Se um dia eu me casasse... Ah, esse dia eu queria ver!
Pois nele só daria, juntinhos, eu e você.
Nossa Senhora abençoaria e São José também
E muitos anjinhos viriam do Céu dizer amém.



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meu casamento: e a festa (?)


Já falei em alguns posts sobre meu casamento. E cá estou eu de novo.  ^^



Sempre pensei em quando noivasse já noivaria com data, porque a finalidade do noivado é ser o tempo de preparação para o casamento. Mas assim que noivamos ainda tínhamos algumas incertezas ligadas a questões financeiras. Passados alguns meses, fomos percebendo que a nossa decisão de casar tinha que estar ligada a uma resolução pessoal e espiritual e não financeira. E confiantes na Providência marcamos a data.

Namorávamos há quase quatro anos e estávamos noivos há quase um. Então em janeiro deste anos marcamos a data para outubro. Já tínhamos uma pequena economia própria e que ao noivarmos empenhamo-nos mais em aumentá-la para poder montar a casa e fazer o casamento.

Todos os meses ao invés de sairmos para algum lugar ou comprarmos alguma coisas que queríamos, mas que não era essencial, comprávamos algo para a nossa futura casa; e assim fomos fazendo nosso enxoval.

Infelizmente, não contamos com o apoio de muitas pessoas, especialmente assim que tomamos nossa decisão [atualmente, ou porque aceitaram ou porque não tem mais jeito nossa família encara bem (rs)]. Então era com o nosso pouco e suado dinheiro que teríamos que fazer tudo!

Nós temos duas grandes prioridades em relação ao nosso casamento: casar na igreja e montar nossa casa.
Festa, lua-de-mel, bem-casado, fotos... Tudo seria secundário.

Quando se começa a pesquisar valores, você cai para trás. No mundo dos casamentos tudo é muito glamouroso e caro! Se você diz que vai casar na igreja então!? Só pode ser rica! Porque pobre casa no civil e olhe lá! Porque deveria mesmo era só "se juntar".

É cômico e trágico.

Depois de falar com o padre, reservar a igreja e providenciar o meu vestido e o terno do noivo fomos pensar na nossa casa. Vimos o que seria o mínimo para ter numa casa e o que sobrasse seria para incrementar o casamento.

Pois é, mas aí não sobrou muita coisa.

Foi difícil eu aceitar o fato de que simplesmente eu não podia ter uma festa. Nem mesmo uma pequenininha, simplesinha.
Aperta aqui e ali, e mais um pouco e... será que vai dar? Não, não vai.

O único serviço que contratamos foi a decoração da igreja, e essa ainda assim bem simples. A decoradora foi um amor e super compreensiva [eu indico muito: Kiart Flores], fechamos com ela.

Quanto aos convites, eu criei o convite no [word mesmo], compramos folhas vergé (uma folha tamanho A4 só que mais durinha) e envelopes; achamos na internet sinetes e cera, para fechar o envelope com um selo estilo medieval. Chique, né? Mas por ter sido nós mesmos que fizemos saiu por menos da metade do preço do que se tivéssemos encomendado.
O mesmo fizemos com o missal (mais conhecida como folhinha da Missa): fizemos no Word, imprimimos e tiramos xérox, montamos nós mesmos em formato de livrinho.

Foi aqui que a Providência agiu no meu casamento. Minha avó pagou um bolo e deu mais um dinheiro para ajudar a comprar a bebida (e nós inteiramos o restante). 
ÊBA! Vai ter bolo! ^^
E minha sogra pagou o fotografo. =]

O bolo com espumante será servido no salão da igreja, e o padre não cobrou nada a mais pelo uso do salão. A moça da decoração cobrou apenas uma taxinha pequena para também decorar a mesa do bolo e o salão.



Depois que tudo se encaminhou, depois de muita angústia e lágrimas, depois de tanto aperto, olho com muito carinho para como será o meu casamento.
Às vezes somos tentados a pensar que Deus só age na nossa vida quando acontece um grande milagre, mas vejo muito a mão de Deus em tudo que aconteceu.
Meu casamento não terá festa, mas será na igreja - como queria tanto. Terá o bolo com espumante para ser um momento para conversarmos com nossos convidados e prolongar mais um pouquinho esse momento tão especial.
Claro que gostaria de dar um big almoço que se extendesse por toda a tarde para os meus convidados, mas vejo que esse é um casamento mais coerente e simples. E onde há simplicidade o que é realmente importante pode se destacar.




domingo, 22 de setembro de 2013




"Não pensais que o Senhor tem a necessidade de nossas obras. Ele só quer a determinação de nossa vontade." (Santa Teresa D'Ávila)

sábado, 21 de setembro de 2013

Quando o amor de mãe falha


Quando o amor de mãe falha, quem mais sofre é a mãe.

Monumento: Menino não nascido

Problema de visão

   Tem dias que me pego assim: não quero olhar para mim, não quero olhar para o mundo.
   Então, simplesmente perco o foco.
   Tanto o perco que minutos depois me acho perdida em meu foco.
 
    Que posso fazer se nitidez só me traz tristeza?

    Meu problema de visão é enxergar.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Casamento Católico: falando um pouquinho do meu casamento

Eu, como noiva católica, procurei pensar em cada coisa do meu casamento tendo em vista três coisas: o que há de melhor no mercado, o que eu posso consumir de acordo com as minhas finanças, e o que convém a um católico ou o que agradaria mais a Deus. 



Quando comecei a entrar no "mundo do casamento" vi que há muito luxo e ostentação. Eu não tenho nada contra o luxo, pelo contrário gosto bastante, mesmo não possuindo muito dinheiro. O que me incomoda é esse modo de sufocar as noivas com uma lista extensa de "tem que ter", e consumir fotografo fulano, recepção tal e qual, festa para n convidados, lua de mel em não sei aonde e por aí vai.
Cada um tem o casamente que quer e pode! É meio surreal um cara que ganha salário mínimo bater o pé que quer ter um Mercedes. Porque que eu tenho que ter um casamento totalmente fora do meu padrão de vida?

A sensação que tenho é que o sentido espiritual do casamento foi totalmente esvaziado, e para preencher esse buraco colocaram um monte de burocracia (casamento civil) e um montão de produtos (casamento "religioso").

Sempre quis casar de manhã. O dia me passa uma ideia de luz, calor, energia, muita coisa pela frente... além de que, como sei que vou morrer de ansiedade, não queria passar o dia esperando para casar. rs ^^

Depois que comecei a procurar informações sobre casamento descobri que casamento pela manhã é bem mais em conta. Para mim foi perfeito! Mas tive que escutar "seu casamento é de manhã? Aff... Ah, mas é porque você não tá com muito dinheiro para festa, né?". No começo eu perdia meu tempo explicando, agora só respondo "é!".

Meu noivo Luís definitivamente não faz o estilo 'amo festa', então desde sempre pensamos em fazer algo pequeno. Até mesmo para mim que amo gente, conversar, festa, dançar, essas "big produções casamentísticas" se tornam um pouco assustadoras. Se estivéssemos com dinheiro  sobrando (porque temos que montar nossa casinha) faríamos uma almoço para todos; como não estamos, vai ser bolo com espumante mesmo! ^^
Ouvi de algumas pessoas (e eu mesma me questionei a respeito) que era até falta de educação fazer isso. Porque como o casamento é de manhã os convidados iriam ficar com fome. Foi um dos momentos mais difíceis. Fazia mil e uma contas, apertava daqui e dali; mas enfim me conformei que não ía dar certo. Depois de muito chorar e rezar, percebi - ou Nossa Senhora me fez ver - que casamento não é feito de comida! Parece óbvio, mas não é. Ninguém pergunta se você está preparada para perdoar seu futuro marido quando ele errar, ou para pedir desculpas quando você errar. Lhe perguntam qual o cardápio, qual o recheio do bem-casado, se vai ser docinhos finos ou gourmet, se vai ser guaraná ou kuat.
A noiva é soterrada por esse mundo de uma maneira que acaba esquecendo/deixando de lado quem ela realmente é, e o que ela sempre sonhou para o seu casamento.

Então, parei.

E voltei ao começo. Quem sou eu? Do que eu gosto? O que me faria feliz nesse dia? Qual a opinião do meu noivo a respeito desse assunto?

Vi muitas e muitas vezes (pessoas, blogs, profissionais do ramos) coisas como "esse é o SEU grande dia", "você é a ÚNICA estrela", "a diva é VOCÊ". Nessas horas me perguntava: e o noivo??
E a família, que muitas vezes também sonha junto?

Eu sou uma pessoas simples. Quando eu era criança era comum se fazerem Questionários [uma caderninho com uma pergunta em cada folha, que era passado entre as colegas para ser respondido, e depois era lido para todas. Várias meninas criavam seus questionários, e era a maior disputa para quem pensava no mais interessante]. Duas perguntas que sempre tinham: qual o seu signo e o que não pode faltar no seu casamento. Lembro que sempre respondia: o noivo!

Sempre pensei que se encontrasse alguém com quem eu estivesse disposta a passar a vida inteira junto, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, essa coisa toda, seria algo tão grande e maravilhoso que todo o resto seria realmente secundário.

Hoje sinto um grande amor por Deus e Nossa Senhora. É um elemento novo. Que leva a plenitude esse pensamento. Pois nós não estaremos fechados em nós mesmos, estaremos mergulhados no Amor de Deus, que é grande grande, abertos ao maior milagre que possa existir - a vida!

Então hoje, meu questionário seria: o noivo e o padre (ministro da Igreja, sinal visível de Deus no mundo).

Sendo assim, alguém que fosse ao meu casamento apenas pensando em não sair de barriga vazia, não entendeu nada; e por isso a opinião não conta.

Mergulhei profundamente no milagre das bodas de Caná - primeiro milagre de Jesus. Meditei muitas coisas a respeito desse acontecimento. Mas quero dividir uma em especial.

Faltou vinho. Os padres sempre explicam nas homilias que isso era um grande sinal de desonra (porque além de não haver fartura era tido com sinal de infortúnio para o casal). Jesus estava lá, com sua Mãe e seus primeiros discípulos. Penso que quem convidou Jesus não convidou seus discípulos pois eles haviam se conhecido a pouco. Num casamento moderno o cerimonial não deixaria entrar, porque o buffet é por pessoa, e eles não teriam senhas individuais. Mas penso também que as pessoas viam essa celebração com grande alegria, e grandes alegrias se quer dividir com todos, então tudo bem mais alguns convidados.
Nossa Senhora nota a falta de vinho. Que Mãe zelosa! Não deixe de colocar tudo nas mãos d'Ela! Eu já fiz isso quando me consagrei pelo método de São Luís Maria Monfort - sou escrava por Amor, entreguei a esta doce Senhora tudo que sou e possuo, no passado, no presente, e no futuro.
Ela intercede junto a Jesus. E Ele atende. O mestre de cerimônia comenta que nunca provara vinho como aquele. Eis o milagre!
E eis que entendi! Se houver Jesus, mesmo os bens materiais eu terei. Mas mesmo que não os tenha, terei o principal: terei-O, teria uma Mãezinha no Céu que cuida de mim sempre, terei um casamente cheio de amor e alegria verdadeira, terei muitas bençãos para a vida nova que se inicia.



Dói no coração quando eu ouço alguém dizer que não casa na igreja por causa de dinheiro. Se você é católico e vai casar, dê sua linda festa seja ela para 30 ou 300 convidados; seja ela servido camarão, frango ou só bolo; seja durante o dia ou a noite; seja com cobertura completa ou fotos tiradas na câmera digital do seu primo; seja na catedral ou na capelinha mais simples; sejam com coral completo ou sem música.  O que faz um casamento católico não é o luxo ou a oposição a ele, o que faz dele católico é o coração dos noivos - que se amam e amam a Deus!




domingo, 16 de junho de 2013

Alice: Um pouquinho de mim



Acho que a melhor forma de conhecer alguém não é lendo aquelas descrições breves - e bregas - sobre a pessoa com as informações de praxe: livros, filmes, músicas, cor, lugar...

Alguém só se conhece convivendo. Nem que seja via uma tela de computador.

Então ao invés de fazer uma lista dos meus interesses (nem sei se seria capaz de tamanha proeza) vou fazer uma série de post sobre coisas que gosto.

Vou começar pela mais óbvia: Alice in the Wonderland.
Quem me conhece sabe que amo; quem acessou o blog deduziu pela foto no perfil.

Eu conheci a história quando era bem pequena através da animação da Walt Disney. Eu tinha uma coleção de fitas de animação (sim, eu sou desse tempo) e ganhei esta no meu aniversário de 9 ou 10 anos. Assisti tantas vezes que sou capaz de dizer qualquer fala daquele filme. Um amigo meu tinha o livro de Alice no País do Espelho e me emprestou, li de um fôlego só. Um tempo depois (já na adolescência) tive a oportunidade de comprar o livro de uma edição especial [Alice - Edição comentada. Lewis Carroll. Editor: Jorge Zahar. Ilustrações originais de Jonh Tenniel. Introdução e notas de Martiin Gardner ]. E eis-me aqui.

Um pouco do autor

O autor é Chales Lutwidge Dodgson, mas se tornou conhecido pelo pseudônimo com que assinava seus escritos - Lewis Carroll. Nasceu em Daresbury (Inglaterra), no dia 27 de janeiro de 1832.
Era professor de matemática em Christ College em Oxford; e também romancista e poeta, tendo escrito no estilo nosense [nosense é um estilo geralmente com caráter humorístico que à principio parece apresentar um história sem sentido, mas que, na verdade, pode se perceber um excesso de sentido, com várias interpretações possíveis para a obra].
Com o passar dos anos sua saúde foi se deteriorando e morreu em 14 de janeiro de 1898 devido a uma pneumonia.

Um pouco de história da estória


Há dois livros: Alice no País das Maravilhas (Alice in the Wonderland) e Alice Através do Espelho (Alice in through the glass). Os livros foram escritos para Alice Liddell, e desde o início foram um sucesso.

O primeiro filme da história foi Alice in the Wonderland em 1903, dirigido por Cecil Hepworth. O primeiro desenho animado, Betty in Blunderland em 1933, dirigido por Dave Fleischer, animado por Roland Crandall e Thomas Jonhson.



Eu e Alice


Desde criança e até hoje sinto que tenho muito em comum com essa personagem. De modo que rendeu-me entre os meus amigos o apelido de Tainálice. Eu gostei, mas não pegou (vai ver que foi por isso mesmo).
Sem mais delongas, com a palavra - Alice:





"Vamos, não adianta nada chorar assim!" disse Alice para si mesma, num tom um tanto áspero, "eu a aconselho a parar já!" Em geral dava conselhos muito bons para si mesma (embora raramente os seguisse), repreendendo-se de vez em quando tão severamente que ficava co lágrimas nos olhos; certa vez teve a ideia de esbofetear as próprias orelhas por ter trapaceado num jogo de croqué que estava jogando contra si mesma, pois essa curiosa criança gostava muito de fingir ser duas pessoas. "Mas agora", pensou a pobre Alice, "não adianta nada fingir ser duas pessoas!" Ora, mal sobra alguma coisa de mim para fazer uma pessoa apresentável!"




domingo, 2 de junho de 2013

Olá...
Tem alguém aí?


Uma das maiores aventuras que vivi foi criar esse blog. Acompanho muitos blogs, e a muito desejo criar um, mas por um milhar de motivos que nem eu entendo bem acabava sempre desistindo da ideia.
Mas eis que nesta madruga, de um arroubo eu o crio. ^^
Ainda acho estranha a ideia. Pois afinal sempre se escreve para alguém, e não sei se alguém vai lê-lo.
Mas, como se diz na infância: "quem não arrisca não petisca!". E assim estou aqui.

À par do meu dilema número 1 (criar ou não um blog), apresento-lhes meu dilema número 2: um blog sobre o que?
Meus interesses são tão difusos quanto meus pensamentos por minuto. Já cheguei a pensar em escrever um blog sobre tudo. Mas fatalmente terminaria um blog sobre nada, que nem eu gostaria de ler.

O arroubo de criação (ao qual me referi anteriormente) veio de uma euforia imensa que me assola nessa madrugada - em que preciso dormir porque vou à missa amanhã bem cedo - eu vou casar! E falta 139 dias para isso acontecer!
Eu poderia fazer linhas e mais linhas de exclamações nessa afirmação, mas é feio e o Sr Português não recomenda.

Então é isso, como o nome do blog já diz, vou me unir a um rapaz até que a morte nos separe.




E é sobre isso que esse blog vai falar: do casamento; dos preparativos; da casa nova; das angustias e medos; das alegrias; das descobertas e aprendizados; das leituras; das músicas; de mim; dele... De tudo que passa pela minha cabeça nesse momento que é tão marcante na vida de qualquer pessoa.

Depois volto para falar um pouquinho de mim. Um pouquinho dele. E um pouquinho de nós.